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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Isto é arte?


"Tapume"
obra em madeira compensada
do artista paulista Henrique Oliveira
planejada para uma área externa
7ª Bienal de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.



Em tempos de Bienal, nada melhor do que uma polêmica para despertarmos de nosso comodismo cotidiano. Afinal de contas, essa não é uma ds funções da arte?



Deixo abaixo o link do artigo do historiador Voltaire schilling, "A capital das monstruosidades", que causou furor no meio artístico, para que possam acessá-lo e pensar no assunto.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2695641.xml&template=3898.dwt&edition=13384&section=1012

Quem Medo de Arte Contemporânea...


O texto referido Quem Tem Medo de Arte Contemporânea, na postagem anterior é baseado nos escritos do livro e dvd de Fernando Cocchiarale,com o mesmo nome, da Fundação Joaquim Nabuco,Recife,Editora Massangana,2006

"Habituamo-nos a pensar que a arte é uma coisa muito diferente da vida. dela separada pela moldura e pelo pedestal..."

Nicolas Floc`h

Nicolas Floc`h na Bienal do Mercosul... Quem tem medo da arte contemporânea?Muitos.A maioria diz não entendê-la,por achá-la estranha àquilo que consideram arte.....duvido que um leigo que diga que entenda Monalisa , saiba o que é sfumato,claro-escuro,seção áurea.O que é anatomia?O que é prespectiva?no entanto essas informações não participam necessariamente da fruição estética...há uma necessidade de mediação pela palavra, para produção de sentido...
Está em questão uma busca ansiosa pela explicação verbal obras reais e concretas, como sem as palavras fosse impossível compreenddê-las.
A explicação assassina a fruição estética, já que ao reduzir a obra a uma explicação mata sua riqueza polissêmica e ambígua,direcionando-a num sentido unívono...
Entender significa reduzir a obra à esfera inteligiível...
O artista contemporâneo nos convoca para um jogo onde as regras não são lineares,mas desdobradas em redes de relações possíveis ou não de serem estabelecidas....A formação do público (nossos alunos...)torna-se uma essencialidade...estimular o público a estabelecer algumas relações de seu próprio modo...(é fascinante)Se a arte contemporânea dá medo é por ser abrangente demais e muito próxima da vida..
Não podemos...deixar o olhar se deleitar na obra da 7ª Bienal do Mercosul, de Nicolas Floc`h.
A GRANDE TROCA,é um trabalho processual que convida membros de várias comunidades para fabricar em uma escala de 1:1, com restos de madeira,objetos que necessitem.A intenção é de que eles sejam trocados por objetos reais e, assim, regressem às pessoas de origem...maravilhoso trabalho...Biografias Coletivas no Cais do Porto












terça-feira, 3 de novembro de 2009

ENCANTOS COM A BIENAL...











(...)Todos os caminhos levam ao mesmo ponto:a comunicação do que somos.E é preciso atravessar a solidão e a aspereza,a incomunicação e o silêncio para chegar ao recinto mágico em que podemos dançar torpemente ou cantar com melancolia;mas nesta dança ou nesta canção estão consumados os mais antigos ritos da consciência: da consciência de ser homem e de crer em um destino comum.




Pablo Neruda (Chile,1904-1973)-Fragmento do discurso pronunciado pelo poeta chileno na entrega do Premio Nobel de Literatura, em 1971.




Material (Biografias Coletivas) da 7ª Bienal do Mercosul

7ª Bienal do mercosul...
















GRITO E ESCUTA....a Proposta é esticar o fio entre a prática e a teoria....a arte como geradora de perguntas...e de promover a reflexão...A obra de arte é uma das possibilidades,uma ferramenta que permite uma experiência cognitiva e que lança uma série de intercâmbios intelectuais e sensíveis....(palavras da Curadoria Pedagógica da 7ª Bienal)





Um evento imperdível....estive lá com meus alunos ...com minhas colegas de estudo...comigo mesmo...como expectadora e agente...experienciando...Absurdo,Projetáveis,Desenho das Idéias,Árvore Magnética,Ficções do Invisível e Biografias Coletivas...Não podemos deixar nehum espaço sem "colocar" o olho e o corpo todo...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

7ª Bienal do Mercosul


7ª Bienal do Mercosul
De 16 de outubro a 29 de novembro
Porto Alegre/ RS



A 7ª Bienal do Mercosul começa em março de 2008, com o lançamento de um processo inédito para seleção do curador-geral. O concurso, aberto a profissionais de todo o mundo, recebeu 67 propostas para avaliação, vindas de candidatos de mais de 20 países. O método adotado marcou uma nova etapa evolutiva da Bienal do Mercosul, tornando mais dinâmica e transparente a escolha do curador.

A proposta escolhida, assinada pelos curadores Victória Noorthoorn e Camilo Yáñez, atendeu às metas da Fundação Bienal do Mercosul:
• Foco na contribuição social, buscando reais benefícios para os seus públicos, parceiros e apoiadores;
• Contínua aproximação com a criação artística contemporânea e seu discurso crítico;
• Transparência na gestão e em todas as suas ações; • Prioridade de investimento em educação; e,
• Estabelecimento da Bienal como referência nos campos da arte, da educação e pesquisa nessas áreas.

Em linhas gerais, Noorthoorn e Yáñez propuseram um conceito de bienal que determina uma participação efetiva dos artistas que a compõem, valendo-se de sua energia criativa para refletir sobre o papel que representam. O projeto envolve os artistas na própria concepção da Bienal: considerados como atores sociais e constantes produtores de sentido crítico, os artistas serão responsáveis por conceituar formatos de exibição, o projeto pedagógico e as políticas editoriais do evento.

A equipe curatorial da 7ª Bienal do Mercosul está integrada pelos seguintes curadores:
Curadores-gerais: Victoria Noorthoorn (Argentina) e Camilo Yáñez (Chile)
Curadora pedagógica: Marina De Caro (Argentina)
Curadores adjuntos: Roberto Jacoby (Argentina), Artur Lescher (Brasil), Mario Navarro (Chile) e Laura Lima (Brasil)
Co-curadora Radiovisual: Lenora de Barros (Brasil)
Curadores editoriais: Erick Beltrán (México) e Bernardo Ortiz (Colômbia)

A 7ª Bienal do Mercosul é uma plataforma aberta de comunicação sobre o estado das artes mais experimentais e críticas do continente, em diálogo com o mundo. Para a Fundação Bienal do Mercosul, esta Bienal vai promover ações pensadas para envolver o público em um processo contínuo de aproximação e diálogo, abrindo espaço para que as contribuições da Bienal à comunidade sejam positivas e crescentes a cada edição. Este contínuo projeto de renovação e ampliação se constitui num enorme investimento, cujos resultados não se restringem ao presente, mas serão percebidos também no futuro.

Fonte: http://www.bienalmercosul.art.br/